Modelos de Gestão

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Inicialmente vamos entender o significado. Administrar ou gerir é organizar o capital financeiro, material e humano de uma instituição através de técnicas adequadas. Portanto Modelo de Gestão significa utilizar um método pré-existente de gestão dos capitais, ajustando-os às necessidades individuais.

A Gestão pode estar focada em cinco elementos primários ou na combinação destes, a saber:

  1. Produto;
  2. Processo;
  3. Sistema;
  4. Negócio;
  5. Sucessão.

Não queremos dizer com isso que o empresário que estiver utilizando o Modelo de Gestão com foco no Produto deverá negligenciar os outros quatro itens, mas sim priorizar o Produto. Como se pode ver, não se deve escolher um modelo fixo de gestão, e sim o mais adequado à cada cenário.

Produto

Gestão que visa principalmente desenvolver o pessoal e seus resultados, oferecendo instruções sistemáticas através de treinamento. Desde os critérios para compra de materiais auxiliares e de embalagem até o tempo padrão de entrega do produto/serviço ao cliente deve estar pautado num padrão de qualidade estabelecido. Este modelo foi desenvolvido pelo engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor (1856-1915), considerado o Pai da Administração Científica e culmina com a instituição do Controle de Qualidade e inspetoria através de Pesquisas de Satisfação do Cliente. A melhoria da qualidade do produto é patente e se pode monitorar a aceitação do produto/serviço e captar sugestões de melhoria.

Processo

Todos sabemos que existem várias maneiras de se chegar a um objetivo. O maior erro comumente encontrado nas organizações está em permitir que cada colaborador escolha o seu próprio método, não levando em consideração as etapas anteriores e subsequentes. A gestão focada no Processo busca determinar um fluxo de trabalho inteligente, minimizando retrabalhos, reduzindo esforços com o máximo aproveitamento dos recursos disponíveis, sejam eles financeiros, materiais, intelectuais ou humanos. Através de estudos estatísticos, é possível, por exemplo, realizar Seleção de Pessoal a ser admitido no prazo de seis meses, em função do aumento das vendas, previsto no budget. Esta técnica foi utilizada pela primeira vez por Walter Andrew Shewhart (1891-1967), físico, engenheiro e estatístico norte-americano conhecido como o Pai do Controle Estatísco de Qualidade para detectar falhas na produção e chegar assim às possíveis causas.

Sistema

Com o advento da informática, não se pode pensar em gestão apartada da Tecnologia da Informação. Um sistema de gestão moderno e eficaz permite aumento das vendas desvinculado do quadro de funcionários, ou seja, sem que se tenha de se fazer novas contratações na área administrativa. Conforme o segmento econômico, é possível que o empresário não esteja satisfeito com os produtos oferecidos no mercado, e decida desenvolver um sistema próprio que atenda às suas necessidades. Isto pode ser feito através de parcerias com softwarehouses ou através da criação de um Departamento de Desenvolvimento de aplicações dentro da própria empresa, conforme a magnitude do projeto.

Negócio

Neste modelo é utilizado o ciclo PDCA (Plan = planejamento, Do = execução, Check = verificação e Act = ação) e seu relacionamento com o MEG (Modelo de Excelência de Gestão), proporcionando elementos para o processo de melhoria contínua. Consiste basicamente em planejar (budget), executar conforme planejado, analisar as possíveis distorções e finalmente, gerar uma ação para corrigir distorções de execução ou de planejamento. Este modelo é portanto baseado em metas, que são dividas em dois grandes grupos: "Metas a se manter" e "Metas a melhorar". Dentre as "Metas a se manter", podemos dar como exemplo o custo padrão, tempo padrão, qualidade padrão, etc. Um bom exemplo de "Metas a melhorar" seria reduzir as horas ociosas da produção em 5%. Foi instituído por Walter Shewhart (1891-1967) na Bell Laboratories em 1930. porém suas idéias só foram propagadas no Japão do pós-guerra por William Edwards Deming (1900-1993) quando capacitou os técnicos da União Japonesa de Cientistas e Engenheiros.

Sucessão

Seja qual for a época ou o porte da empresa, os problemas que envolvem a sucessão basicamente não mudam. A causa das dissensões são quase sempre de ordem sentimental, e sob a forma de conflitos de interesse na própria sucessão ou no estabelecimento da estrutura hierárquica. Porém isto se torna ainda mais característico na sucessão de empresas familiares - são aquelas em que um ou mais membros da família exercem a maior parte do controle administrativo por serem proprietários da maior parte do Capital. Apesar de 40% das empresas mais bem sucedidas do mundo serem familiares, estudos estatísticos demonstram que a cada 100 (cem) empresas familiares brasileiras 30 (trinta) chegam à segunda geração, porém apenas 5 (cinco) à terceira geração. O melhor modelo neste caso é a instituição do Conselho de Administração, obrigatório para todas as companhias abertas e as de capital autorizável conforme Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976, no seu artigo 138, parágrafo segundo. Este Conselho deve representar o interesse dos acionistas através da orientação e fiscalização dos negócios da empresa. Deve ser formado por no mínimo 3 (três) conselheiros independentes, eleitos por assembléia geral, sem vínculo atual ou anterior com a empresa ou seus proprietários, e não receber da empresa remuneração alguma além de seus honorários. O mandato dos conselheiros não poderá ser superior a 3 (três) anos.


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